Eu sou uma pessoa sozinha. Sim, é uma frase forte. Mas é isso mesmo. Mais do que independente, mais do que solitária, sou sozinha. Tudo que faço de verdade, com conteúdo, é sozinha.
Mas não pensem que sou introvertida, que tenho poucos amigos ou que sou tímida. Não é isso não. Sou popular, bem popular, acreditem. Aliás, adoro uma festa. Porém, é quando chego em casa, troco de roupa, coloco meus óculos, é nesse momento que me encontro. Meio doido, né?
Não consigo ser diferente. Preciso muito ter um tempo comigo, nos meus pensamentos. Viajar com alguém , por exemplo, mesmo com namorado, durante um período longo me cansa. Fico desesperada. Me sinto sufocada, tudo passa a me irritar. É complicado alguém entender isso, devido à minha personalidade, ao que mostro ao mundo. Entre nós: bom para mim mesmo, o ideal, é viajar sozinha.
E ao contrário do que pensam por aí, a solidão pode ser alegre. A minha é assim: livre, leve, feliz.
Sou sozinha porque gosto, porque quero. Porque é quando recarrego energias. Quando canso de mim, eu ponho o pescoço pra fora da casca. Se cansei do mundo, eu me recolho. Muitos não entendem isso; mas , sinceramente, não estou nem aí!...
... porque eu sou a única dona de mim!
... ou poderia ser!
segunda-feira, 30 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Surtar ou não surtar?
Tá esquisito... tá é muito esquisito.
Fui aceita na área mais disputada da empresa, subi de cargo, tô ganhando dindim e até um namoradinho novo eu ganhei. Se tô feliz? Não exatamente.
Não falei que era esquisito?!
Será que é do ser humano que é um eterno insatisfeito? Será que é do meu signo? Jung com os seus tipos psicológicos explicaria? Freud? Murphy?
A verdade é que quero largar tudo, enfiar a viola na sacola e saí por aí, "sem lenço e nem documento". A minha vida sempre foi assim: no colégio eu era a melhor aluna da classe, mas a mais bêbada também; na faculdade matava todas as aulas e era a queridinha dos professores; na minha família, sou considerada ao mesmo tempo a exemplar e a ovelha negra. Tô sempre entre o anjinho e o diabinho. Diabinho, anjinho, diabinho, anjinho...
Quando ouço o anjinho, ouço porque quero: gosto desse meu senso de responsabilidade. Mas também sou muito feliz com o meu diabinho.
Se eu ouvir o primeiro agora, me casarei, terei meus filhinhos, morarei numa linda casa com um belo jardim em um condomínio fechado, terei um cachorro e um gato, serei uma profissional bem sucedida com o meu bolso agradecendo. Se o diabinho prevalecer, aí é entregar pro acaso. Daqui a 5 anos posso ter morado na Índia, casado em Las Vegas com um conhecido de 1 semana com o Elvis de padre ou morado embaixo da ponte de Brooklin, dura que nem côco e minha mammy tendo vários enfartes.
Surtar ou não surtar: essa sim é a questão!
Fui aceita na área mais disputada da empresa, subi de cargo, tô ganhando dindim e até um namoradinho novo eu ganhei. Se tô feliz? Não exatamente.
Não falei que era esquisito?!
Será que é do ser humano que é um eterno insatisfeito? Será que é do meu signo? Jung com os seus tipos psicológicos explicaria? Freud? Murphy?
A verdade é que quero largar tudo, enfiar a viola na sacola e saí por aí, "sem lenço e nem documento". A minha vida sempre foi assim: no colégio eu era a melhor aluna da classe, mas a mais bêbada também; na faculdade matava todas as aulas e era a queridinha dos professores; na minha família, sou considerada ao mesmo tempo a exemplar e a ovelha negra. Tô sempre entre o anjinho e o diabinho. Diabinho, anjinho, diabinho, anjinho...
Quando ouço o anjinho, ouço porque quero: gosto desse meu senso de responsabilidade. Mas também sou muito feliz com o meu diabinho.
Se eu ouvir o primeiro agora, me casarei, terei meus filhinhos, morarei numa linda casa com um belo jardim em um condomínio fechado, terei um cachorro e um gato, serei uma profissional bem sucedida com o meu bolso agradecendo. Se o diabinho prevalecer, aí é entregar pro acaso. Daqui a 5 anos posso ter morado na Índia, casado em Las Vegas com um conhecido de 1 semana com o Elvis de padre ou morado embaixo da ponte de Brooklin, dura que nem côco e minha mammy tendo vários enfartes.
Surtar ou não surtar: essa sim é a questão!
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