Pois é, sumi, né!
Fiz aniversário, briguei com o falecido-ex em plena festa, minha gatinha linda morreu e voltei de férias encontrando a minha área extinta. Vamos combinar que, falando assim, dá pra pensar: positivo, negativo, negativo, negativo; tipo saldo muito abaixo de zero.
Mas o sumiço não foi por isso não; o ex que se dane e fui realocada em uma área bem legal assim que voltei. A parte da minha fiel companheira é que foi cruel, mas tudo bem. Sobrevivi.
O Doril que tomei se deve a um momento "mega-ultra-ploc" reflexivo pelo qual estou passando. Não sei se isso já aconteceu com vocês, mas comigo é a primeira vez. Sabe aquela vontade de ficar quietinha assistindo a um bom filme cult, daqueles que ninguém quer ver, ou lendo aquele livro de 458 páginas interessantérrimo? Sabe aquele pensamento tipo "será que posso confiar em alguém" ou "será que tenho amigos de verdade mesmo" ? Sabe isso tudo misturado e mais os dois celulares desligados por todo fim de semana? (sim, os dois)
Isso pode parecer normal para alguns. No entanto, a questão é que sou uma pessoa muito extrovertida, que até então se via rodeada de amigos nas melhores festas do momento, e que reservava apenas de 2ª a 5ª feira para seu lado intelectual - jamais um sábado à noite.
De repente, me vejo reavaliando minhas escolhas. Me pego no meio daquela gente toda sem confiar em 99% dela. Será que estariam ali na alegria e na tristeza? Na festa e na sessão cult?
A verdade é que fui radical, me isolei de quase todo mundo. Me trancafiei com meus pensamentos e muitas vezes sem pensamento algum, só por ficar sozinha mesmo. Coisa que nunca havia feito.
Nesse momento, me dou o direito de não ter opinião sobre nada e sobre ninguém. Quero encontrar certezas sobre mim mesmo. E, acreditem, meu saldo já está pra lá de mil!
[... apesar das saudades da minha gatinha...]
... ou poderia ser!
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terça-feira, 11 de março de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Bota estranha nisso...
Estava eu, linda e faceira mais uma vez, super concentrada no trabalho quando eis que surge o seguinte e-mail em minha caixa postal:
Era de um amigo-praticamente-guru. Um cara muitos anos mais velho, experiente na vida, que sabe das coisas, e a quem sempre tento analisar e tirar algumas lições. Não entendi por que ele me mandou isso, não havia pedido nenhum conselho e também não era uma corrente, já que foi enviada somente a mim.
Mas nem me apeguei ao motivo dele, e sim ao que diz a mensagem.
Às vezes eu acho que anjos da guarda existem e são pessoas comuns. Um irmão, um amigo ou até um desconhecido na rua; e que, em algum momento, mesmo que por 10 segundos, fazem alguma coisa que de certa forma te acrescenta. Esse meu amigo é assim: às vezes sabendo, outras não, mas sempre abrindo um novo horizonte na minha visão.
De fato, muitas vezes fiquei pensando em como a vida é estanha mesmo, prega algumas peças, faz a gente morder a própria língua e até dá uma rasteira daquelas. Mas reparem como tudo tem um por quê, basta saber olhar. Já reprovei em uma matéria para trocar de curso - e foi a melhor coisa que eu fiz. Já deixei de amar alguém e achei que meu mundo ía desabar, quando descobri o que é viver uma paixão. Já sofri mal entendidos para perceber um caráter duvidoso. E aí, veio o estalo: na minha vida, tudo tudo tudo se explica. O grande pulo do gato é ter a paciência de esperar essa explicação.
E, no momento, o que preciso é dessa paciência. Se vendesse paciência por aí, eu comprava a dúzia.
Quanto à minha resposta ao e-mail?
" Querida, a vida é sempre estranha, mas aprenda a vê-la sob todos os ângulos. Beijos"
Era de um amigo-praticamente-guru. Um cara muitos anos mais velho, experiente na vida, que sabe das coisas, e a quem sempre tento analisar e tirar algumas lições. Não entendi por que ele me mandou isso, não havia pedido nenhum conselho e também não era uma corrente, já que foi enviada somente a mim.
Mas nem me apeguei ao motivo dele, e sim ao que diz a mensagem.
Às vezes eu acho que anjos da guarda existem e são pessoas comuns. Um irmão, um amigo ou até um desconhecido na rua; e que, em algum momento, mesmo que por 10 segundos, fazem alguma coisa que de certa forma te acrescenta. Esse meu amigo é assim: às vezes sabendo, outras não, mas sempre abrindo um novo horizonte na minha visão.
De fato, muitas vezes fiquei pensando em como a vida é estanha mesmo, prega algumas peças, faz a gente morder a própria língua e até dá uma rasteira daquelas. Mas reparem como tudo tem um por quê, basta saber olhar. Já reprovei em uma matéria para trocar de curso - e foi a melhor coisa que eu fiz. Já deixei de amar alguém e achei que meu mundo ía desabar, quando descobri o que é viver uma paixão. Já sofri mal entendidos para perceber um caráter duvidoso. E aí, veio o estalo: na minha vida, tudo tudo tudo se explica. O grande pulo do gato é ter a paciência de esperar essa explicação.
E, no momento, o que preciso é dessa paciência. Se vendesse paciência por aí, eu comprava a dúzia.
Quanto à minha resposta ao e-mail?
"Bota estranha nisso, meu querido. Mas eu tô tentando, tô tentando..."
domingo, 27 de janeiro de 2008
... será???
Hoje dei uma de pessoa normal e fiquei insegura. Por uma série de ocorridos, me bateu um medo absurdo de que meu futuro não seja exatamente o que sempre tive a certeza de que seria.
Tudo começou porque fiquei sabendo que meu "microondas" está funcionando por outras bandas. Primeiro baque: achei que essa pessoa não saberia viver sem mim, jamais. Achei que me esperaria para todo o sempre. Que todos os seus atos eram friamente calculados com o intuito de chegar até a mim. E qual foi minha supresa ao saber que ele está vivendo a vida dele, sem nem saber de minha existência?! É, minha gente, que mundo cruel. Mundo em que as pessoas desencanam e esquecem de você. Mundo em que a gente tem uma droga de sentimento de posse, que nos faz sofrer sem nem entendermos por quê.
E aí fui consolar as mágoas na casa de uma amiga recém casada. Amiga essa que me ensinou o que era a solteirice quando eu nem sabia o que era uma boate direito. Sabe quando alguém casa e todo mundo comenta: "Nossa, fulana vai casar" ?... E fiquei lá, vendo as fotos do casório, me divertindo com as histórias do passado, aquela nostalgia e um cheiro de naftalina...
Voltei pra casa com um pensamento mega ultra ploc careta: "Será que um dia eu vou casar? ". Gente, nunca me preocupei com isso. Isso pra mim é coisa de trintona encalhada frustrada desesperada por um marido. Mas, sinceramente, me bateu um medo alucinador de que eu não encontre a minha metade da laranja - por que a minha questão não é casar, é sim encontrar o cara. Casar por casar é mole, difícil é ser plenamente feliz com alguém.
Será? Será que eu encontro? Será que existe?
Sei que muita gente já passou por isso. Mas essa coisa de insegurança não é comigo não.
Acho que vou fazer terapia.
Tudo começou porque fiquei sabendo que meu "microondas" está funcionando por outras bandas. Primeiro baque: achei que essa pessoa não saberia viver sem mim, jamais. Achei que me esperaria para todo o sempre. Que todos os seus atos eram friamente calculados com o intuito de chegar até a mim. E qual foi minha supresa ao saber que ele está vivendo a vida dele, sem nem saber de minha existência?! É, minha gente, que mundo cruel. Mundo em que as pessoas desencanam e esquecem de você. Mundo em que a gente tem uma droga de sentimento de posse, que nos faz sofrer sem nem entendermos por quê.
E aí fui consolar as mágoas na casa de uma amiga recém casada. Amiga essa que me ensinou o que era a solteirice quando eu nem sabia o que era uma boate direito. Sabe quando alguém casa e todo mundo comenta: "Nossa, fulana vai casar" ?... E fiquei lá, vendo as fotos do casório, me divertindo com as histórias do passado, aquela nostalgia e um cheiro de naftalina...
Voltei pra casa com um pensamento mega ultra ploc careta: "Será que um dia eu vou casar? ". Gente, nunca me preocupei com isso. Isso pra mim é coisa de trintona encalhada frustrada desesperada por um marido. Mas, sinceramente, me bateu um medo alucinador de que eu não encontre a minha metade da laranja - por que a minha questão não é casar, é sim encontrar o cara. Casar por casar é mole, difícil é ser plenamente feliz com alguém.
Será? Será que eu encontro? Será que existe?
Sei que muita gente já passou por isso. Mas essa coisa de insegurança não é comigo não.
Acho que vou fazer terapia.
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