O que é o certo e o que é errado? Se houvesse um manual da vida como há dicionários com as regras da gramática, tudo seria mais fácil. Porque o diabo dessa vida é o relativo.
Cada indíviduo é único com suas próprias opiniões. Obviamente há atitudes que não dão margem para discussão. Roubar é errado e ponto. Não tô abrindo para outras culturas, sei lá, da tribo do interior do sudeste da Africa, em que isso pode ser normal. Tô falando do mundo ao nosso redor, do seu, do meu. Se você roubou a carteira de seu pai, está errado. Se roubou a namorada do amigo, está errado, a não ser que tenha se apaixonado, a não ser que tenha conversado com o amigo, a não ser que... O "a não ser que" pode existir pra mim, mas não pro seu amigo. Porque isso é relativo.
O que é certo: defender suas idéias com unhas e dentes e ser uma pessoa corretíssima ou ser flexível de acordo com a situação, mesmo sendo visto como "maria-vai-com-as-outras"? Ter personalidade forte é bonito, mas traz felicidade? Sofrer com atitudes inflexíveis é certo?
E mentir é sempre errado? Há mentiras perdoáveis? E todas as verdades são corretas? O que é verdade? Uma mentira pode ser sincera?
Cada um tem seu julgamento e isso não teria impacto se não vivessemos entre outras pessoas. Melhor: se não precisassemos de outras pessoas. Não me venha dizer que você vive muito bem sozinho, porque não vive. E muito menos que não tem o hábito de julgar, porque todos têm. Julgamos o tempo todo; alguns em silêncio, outros apontando. E o feio é apontar.
Por isso eu aprendi que a regra é não ter regras. Não existe errado e certo, existe o que te faz bem. Existem a boa intenção e o bom senso. E se houver um deslize, o dicionário nos oferece uma palavra que deve ser sincera: desculpa.
Todo dia é isso!...
... ou poderia ser!
terça-feira, 14 de abril de 2009
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
FELIZ 2009!!!
o ano das conquistas,
o ano das mudanças,
o ano do aprendizado, duro aprendizado,
o ano da profissão e da volta aos estudos
o ano de entender o porquê,
o ano das soluções,
o ano da Mangueira,
o ano do orgulho,
o ano de descobrir qualquer coisa que ainda acho que vou achar,
o ano de algumas decepções necessárias,
mas de muitas alegrias, muitas alegrias!
o ano da lua dourada, do sol vermelho,
o ano do Leblon e do Tio Maneco
o ano dos gritos e das gargalhadas,
o ano de muitas fotos, maravilhosas lembranças,
poucas nem tão boas assim,
o ano dos planos pro próximo ano,
o ano de chorar, o ano de aprender a viver de novo,
o ano de fechar os olhos e aproveitar,
o ano de transbordar de felicidade!
o ano do não, o ano do sim,
o ano da crise,
o ano da cidade cinzenta roubando pessoas queridas,
o ano do Chiclete com Banana
e dos formigueiros,
o ano dos desacontecimentos e das primeiras rugas
o ano dos churrascos, festas e afins
o ano das brigas e reconciliações,
o ano de algumas descobertas,
o ano de novos conceitos,
o ano da maturidade, definitivamente!
mas acima de tudo,
o ano da amizade,
da verdadeira amizade,
como todos os outros, aliás
2008, o ano que mal começou e já vai acabar...
e 2009 vai ser o bicho!!!
Feliz Ano Todo para todos!!!
o ano das mudanças,
o ano do aprendizado, duro aprendizado,
o ano da profissão e da volta aos estudos
o ano de entender o porquê,
o ano das soluções,
o ano da Mangueira,
o ano do orgulho,
o ano de descobrir qualquer coisa que ainda acho que vou achar,
o ano de algumas decepções necessárias,
mas de muitas alegrias, muitas alegrias!
o ano da lua dourada, do sol vermelho,
o ano do Leblon e do Tio Maneco
o ano dos gritos e das gargalhadas,
o ano de muitas fotos, maravilhosas lembranças,
poucas nem tão boas assim,
o ano dos planos pro próximo ano,
o ano de chorar, o ano de aprender a viver de novo,
o ano de fechar os olhos e aproveitar,
o ano de transbordar de felicidade!
o ano do não, o ano do sim,
o ano da crise,
o ano da cidade cinzenta roubando pessoas queridas,
o ano do Chiclete com Banana
e dos formigueiros,
o ano dos desacontecimentos e das primeiras rugas
o ano dos churrascos, festas e afins
o ano das brigas e reconciliações,
o ano de algumas descobertas,
o ano de novos conceitos,
o ano da maturidade, definitivamente!
mas acima de tudo,
o ano da amizade,
da verdadeira amizade,
como todos os outros, aliás
2008, o ano que mal começou e já vai acabar...
e 2009 vai ser o bicho!!!
Feliz Ano Todo para todos!!!
domingo, 16 de novembro de 2008
Minha Lista das Botas:
1- Casar, nem que dure apenas 2 meses
2- Ser mãe
3- Ir pra Cancun solteira
4- Ir pra Europa (bem) acompanhada
5- Dar um festão inesquecível de aniversário
6- Encontrar meu grande amor
7- Dizer o que sinto para cada pessoa importante
8- Ter um Natal feliz, pelo menos um
9- Esquecer algumas mágoas
10 -Fazer uma tatoo
11- Aprender a esquiar
12- Ter o meu negócio
13- Contribuir de alguma forma com o mundo
14- Roubar um beijo
15- Viajar sem rumo
2- Ser mãe
3- Ir pra Cancun solteira
4- Ir pra Europa (bem) acompanhada
5- Dar um festão inesquecível de aniversário
6- Encontrar meu grande amor
7- Dizer o que sinto para cada pessoa importante
8- Ter um Natal feliz, pelo menos um
9- Esquecer algumas mágoas
10 -Fazer uma tatoo
11- Aprender a esquiar
12- Ter o meu negócio
13- Contribuir de alguma forma com o mundo
14- Roubar um beijo
15- Viajar sem rumo
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Um dia...
Pratico muitos pecados capitais: gula, preguiça, ira, luxúria, avareza... não nego a minha não vocação para santa. Mas um especial passa na maioria das vezes muito longe de mim: a inveja. Digo muitas vezes porque há sim uma coisa que me faz despertá-la, que é a família. Realmente invejo quem tem uma família. Não uma família qualquer, porque nunca tive conhecimento sobre nenhum filho de chocadeira. Mas me refiro a uma família estruturada, com laços fortes, que se reúna no jantar ou pelo menos no Natal.
Acho lindo irmãos que se amam e são parceiros, que desejam o bem do outro. Quisera eu ter pais unidos, que colocassem sempre os filhos como prioridade. Eu infelizmente nunca tive isso, e quanto mais adulta eu fico, mais percebo como faz falta.
Apesar disso, nunca tive grandes problemas, sempre consegui o que quis por meus próprios meios desde cedo, e isso foi bastante positivo. No entanto, aprendi a ser dura, aprendi a não confiar em ninguém, aprendi a ser muito exigente com aqueles que se aproximam de mim. Isso é ruim. A ingenuidade é um mal muitas vezes necessário. Sei me proteger mas não sei me doar, e isso desde sempre. Porque sempre vejo a maldade onde ela existe, mas muitas vezes seria melhor não percebê-la.
Sou uma intolerante que não se decepciona, mas muitas vezes queria apenas chegar em casa e poder chorar contando alguma decepção.
Por isso que vejo algumas amigas tão companheiras de seus irmãos ou tão cúmplices de seus pais que penso que por um instante eu trocaria toda a minha indepedência por um chamego.
De verdade, um dia eu serei uma mãe maravilhosa.
Acho lindo irmãos que se amam e são parceiros, que desejam o bem do outro. Quisera eu ter pais unidos, que colocassem sempre os filhos como prioridade. Eu infelizmente nunca tive isso, e quanto mais adulta eu fico, mais percebo como faz falta.
Apesar disso, nunca tive grandes problemas, sempre consegui o que quis por meus próprios meios desde cedo, e isso foi bastante positivo. No entanto, aprendi a ser dura, aprendi a não confiar em ninguém, aprendi a ser muito exigente com aqueles que se aproximam de mim. Isso é ruim. A ingenuidade é um mal muitas vezes necessário. Sei me proteger mas não sei me doar, e isso desde sempre. Porque sempre vejo a maldade onde ela existe, mas muitas vezes seria melhor não percebê-la.
Sou uma intolerante que não se decepciona, mas muitas vezes queria apenas chegar em casa e poder chorar contando alguma decepção.
Por isso que vejo algumas amigas tão companheiras de seus irmãos ou tão cúmplices de seus pais que penso que por um instante eu trocaria toda a minha indepedência por um chamego.
De verdade, um dia eu serei uma mãe maravilhosa.
domingo, 14 de setembro de 2008
Como eu queria!!!
Aaaa, seria tão bom que tudo fosse como nós acreditávamos quando éramos crianças... Eu queria muito que as nuvens realmente fossem de algodão para eu me jogar nelas, ou que cada estrelinha do céu fosse uma pessoa querida que se foi, pra eu olhar pra lá cada vez que sentisse saudade do vovô, da vovó, dos meus lindos gatinhos...
Queria também que o Papai Noel fosse de verdade, com seu trenó e suas renas. Queria que príncipes encantados existissem mesmo. E nem precisava do cavalo branco.
Seria maravilhoso se eu pudesse comer chocolate e sorvete o dia inteiro, sem nem me preocupar com a silhueta, que nem quando eu era pequena. E também que anjos da guarda fossem reais. Eu inclusive escrevia cartinhas para o meu, que se chamava Rehael.
Queria demais que toda pessoa má tivesse uma verruga no nariz, pra gente logo identificar. E que sempre sempre sempre elas tivessem um final muito triste. Aliás, queria também que todas as pessoas que fizessem o bem fossem muito felizes.
O mundo das crianças é bem mais legal e justo. Aí a gente cresce e chegam as notícias tristes. De que o Papai Noel não existe, de que chocolate engorda e você precisa ser magra pra ser bonita. De que os príncipes são sapos que se preocupam mais com os músculos do corpo do que com o cérebro. E principalmente de que no mundo há muito mais pessoas más do que boas, e elas se dão muito bem na vida. E o pior: você demora para descobrir isso, demora muito.
Mas com relação às estrelinhas do céu, me desculpem, sei que é bobo, mas continuo acreditando. Ninguém me convence de que vovó e vovô não estejam lá. E meus gatinhos também.
Queria também que o Papai Noel fosse de verdade, com seu trenó e suas renas. Queria que príncipes encantados existissem mesmo. E nem precisava do cavalo branco.
Seria maravilhoso se eu pudesse comer chocolate e sorvete o dia inteiro, sem nem me preocupar com a silhueta, que nem quando eu era pequena. E também que anjos da guarda fossem reais. Eu inclusive escrevia cartinhas para o meu, que se chamava Rehael.
Queria demais que toda pessoa má tivesse uma verruga no nariz, pra gente logo identificar. E que sempre sempre sempre elas tivessem um final muito triste. Aliás, queria também que todas as pessoas que fizessem o bem fossem muito felizes.
O mundo das crianças é bem mais legal e justo. Aí a gente cresce e chegam as notícias tristes. De que o Papai Noel não existe, de que chocolate engorda e você precisa ser magra pra ser bonita. De que os príncipes são sapos que se preocupam mais com os músculos do corpo do que com o cérebro. E principalmente de que no mundo há muito mais pessoas más do que boas, e elas se dão muito bem na vida. E o pior: você demora para descobrir isso, demora muito.
Mas com relação às estrelinhas do céu, me desculpem, sei que é bobo, mas continuo acreditando. Ninguém me convence de que vovó e vovô não estejam lá. E meus gatinhos também.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Entre tapas e beijos...
Hoje vamos falar de celular.
Sim, uma das grandes invenções junto com o microondas e a lente de contato. Quem não tem um celular? Lembro quando ganhei o meu primeiro, na época em que era uma enorme novidade. Todo mundo queria ver meu brinquedinho, tinha gente vindo de outras turmas para pegar o coitado. Eu, boba, deixei tooodo mundo ligar. O que aconteceu? Conta astronômica e adeus amigo. Mammy tirou-o de mim até que eu aprendesse a dizer não. Aprendi, muito bem aprendido por sinal, e a brincadeira voltou, mas solitariamente.
Tenho muitos motivos para amar o celular, ele inclusive ajuda a pagar meu lindo salário no final do mês (num futuro post explico essa parte). Mas como uma pessoa assumidamente paradoxal, ao mesmo tempo em que sou uma exagerada e tenho 3 celulares, muitas vezes eles me proporcionam uma mistura de sentimentos de tensão, medo e revolta. Tudo isso aliado a um certo "saco cheio".
Já repararam que as pessoas se sentem extremamente ofendidas quando você não atende a ligação? O celular deu a todos o direito de falar com quem quer que seja a qualquer hora. Já tive amigo puto porque não atendi às 4 da manhã. Ninguém quer respeitar o fato de que você não quer falar, não tá a fim de bater papo, sequer de falar "alô". Domingo, por exemplo, é dia certo de eu não atender ninguém. Aí sempre tem alguém magoadinho, tipo: "Como você não atendeu???? E por que você não ligou de volta???"
E quando desligo os aparelhos??? "Não sei pra que tem celular se deixa desligado..."
Aaaa, e eu lá tenho que dar satisfação da minha vida pra alguém??? Me poupem! Não atendo e desligo mesmo.
Eu queria era ter vivido no tempo das cartas... Se o assunto estivesse chato, era só parar de ler e jogar fora. Devia ser um tempo muito bom esse...
obs. quem tem 3 celulares não pode odiar tanto esses aparelhinhos, né... no fundo, temos uma relação conturbada, de amor e ódio. Mas reconheço: ruim com eles, sem eles.
Sim, uma das grandes invenções junto com o microondas e a lente de contato. Quem não tem um celular? Lembro quando ganhei o meu primeiro, na época em que era uma enorme novidade. Todo mundo queria ver meu brinquedinho, tinha gente vindo de outras turmas para pegar o coitado. Eu, boba, deixei tooodo mundo ligar. O que aconteceu? Conta astronômica e adeus amigo. Mammy tirou-o de mim até que eu aprendesse a dizer não. Aprendi, muito bem aprendido por sinal, e a brincadeira voltou, mas solitariamente.
Tenho muitos motivos para amar o celular, ele inclusive ajuda a pagar meu lindo salário no final do mês (num futuro post explico essa parte). Mas como uma pessoa assumidamente paradoxal, ao mesmo tempo em que sou uma exagerada e tenho 3 celulares, muitas vezes eles me proporcionam uma mistura de sentimentos de tensão, medo e revolta. Tudo isso aliado a um certo "saco cheio".
Já repararam que as pessoas se sentem extremamente ofendidas quando você não atende a ligação? O celular deu a todos o direito de falar com quem quer que seja a qualquer hora. Já tive amigo puto porque não atendi às 4 da manhã. Ninguém quer respeitar o fato de que você não quer falar, não tá a fim de bater papo, sequer de falar "alô". Domingo, por exemplo, é dia certo de eu não atender ninguém. Aí sempre tem alguém magoadinho, tipo: "Como você não atendeu???? E por que você não ligou de volta???"
E quando desligo os aparelhos??? "Não sei pra que tem celular se deixa desligado..."
Aaaa, e eu lá tenho que dar satisfação da minha vida pra alguém??? Me poupem! Não atendo e desligo mesmo.
Eu queria era ter vivido no tempo das cartas... Se o assunto estivesse chato, era só parar de ler e jogar fora. Devia ser um tempo muito bom esse...
obs. quem tem 3 celulares não pode odiar tanto esses aparelhinhos, né... no fundo, temos uma relação conturbada, de amor e ódio. Mas reconheço: ruim com eles, sem eles.
domingo, 20 de julho de 2008
Às vezes acontece...
" Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
Esse trecho de Clarice Lispector resume minha vida amorosa. Eu e meu grande amor, que distraidamente encontrei e não tão distraidamente perdi. Prestem atenção nisso, minha gente, se distraiam, se distraiam...
Me desculpem o post sentimental de hoje. É que acordei meio nostálgica.
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
Esse trecho de Clarice Lispector resume minha vida amorosa. Eu e meu grande amor, que distraidamente encontrei e não tão distraidamente perdi. Prestem atenção nisso, minha gente, se distraiam, se distraiam...
Me desculpem o post sentimental de hoje. É que acordei meio nostálgica.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Um sinal em minha vida...
Todo santo dia eu paro em um sinal* quando estou voltando do trabalho e vejo a mesma senhora. Ela está lá sempre. Antes, vendia chocolate. Agora, vende biscoito Globo. Mas desde o primeiro dia em que a vi, me chamou atenção a sua alegria.
Ela vem pelos carros oferecendo o biscoito com um sorriso de orelha a orelha. Há 2 anos. Há 2 anos ela está ali. De vez em quando eu compro, só porque eu fico admirada com a alegria que ela me transmite. E sempre pensava que no dia seguinte a flagraria de saco cheio dessa vida desgraçada de vendedora de sinal.
Ela não tem noção de quantas vezes refleti sobre a vida ao observá-la. Eu ficava pensando se era realmente tão feliz quanto parecia. Hoje eu me pergunto como ela consegue ser tão feliz, estando ali na chuva e no vento, muitas vezes até tarde da noite.
O fato é que essa história de que a felicidade está dentro da gente é uma baboseira verdadeira. Conheço gente que tem o carro do ano, o casamento perfeito, filhos lindos, bela casa e está sempre reclamando. Eu mesma já me peguei falando mal da vida pelos cantos. Até que apareceu essa senhora no meu sinal, justo naquele que eu nunca pego aberto. E ela me deu uma lição de vida que, sinceramente, nunca havia aprendido com ninguém.
A escolha é sempre nossa.
* sinal de trânsito, semáforo, farol.
Ela vem pelos carros oferecendo o biscoito com um sorriso de orelha a orelha. Há 2 anos. Há 2 anos ela está ali. De vez em quando eu compro, só porque eu fico admirada com a alegria que ela me transmite. E sempre pensava que no dia seguinte a flagraria de saco cheio dessa vida desgraçada de vendedora de sinal.
Ela não tem noção de quantas vezes refleti sobre a vida ao observá-la. Eu ficava pensando se era realmente tão feliz quanto parecia. Hoje eu me pergunto como ela consegue ser tão feliz, estando ali na chuva e no vento, muitas vezes até tarde da noite.
O fato é que essa história de que a felicidade está dentro da gente é uma baboseira verdadeira. Conheço gente que tem o carro do ano, o casamento perfeito, filhos lindos, bela casa e está sempre reclamando. Eu mesma já me peguei falando mal da vida pelos cantos. Até que apareceu essa senhora no meu sinal, justo naquele que eu nunca pego aberto. E ela me deu uma lição de vida que, sinceramente, nunca havia aprendido com ninguém.
A escolha é sempre nossa.
* sinal de trânsito, semáforo, farol.
Assinar:
Postagens (Atom)
