Lá vem mais uma viagem a trabalho pra Sampa. Até que eu gossstcho! Reencontro velhos amigos tão queridos, sempre acabo tomando umas, vejo as novas modas quando dá tempo... O problema é que sempre trabalho em dobro nessas viagens e não ganho um tostão a mais por isso. E elas andam bastante frequentes.
Mas nem tudo é dinheiro na vida, né!
Meu povo, e não resisto à balada paulistana. E eu que andava tão quietinha... Já vi que vou dormir umas 3 horas por noite.
Com muita fé, volto no sábado. Mas vou tentar dar uma chegada por aqui antes disso, ok?
obs. Minha amiga corna me ligou nessa semana para contar que está tudo bem com o namorado baloeiro. [cara de paisagem.]
... ou poderia ser!
domingo, 30 de março de 2008
domingo, 23 de março de 2008
O pior cego...
E hoje a pergunta é: vocês já denunciaram? Já foram dedo-duro/x9/fofoqueira/intromedita/linguaruda? Ou já fizeram justiça?
Eu já fui inúmeras vezes e nunca-jamais-never-and-ever (muita ênfase aí) me arrependi. Porém, aquele triste dia de "se arrependimento matasse..." chegou.
Serei objetiva: peguei o namorado de uma amigona dando o balão*. Estava ele lá, sim, animado e faceiro, numa buátchi do Rio de Janeiro. A mais famosa, aquela em que ninguém vai sem ser visto. E pior: ele é meu amigo. E pior ainda: ele é melhor amigo do meu ex.
Gente, eu sou corporativista. Para mim, a mulherada unida jamais será vencida. Se todas pensassem assim e denunciassem os balões, não tinha namorado mentiroso por aí. Só que eu me esqueci de que quase todas (ou todas?)as mulheres sabem os homens que têm; é aquela velha história de "o pior cego é aquele que não quer ver". Quem nunca quis ver era essa minha amiga e a trouxa aqui não percebeu.
Pois bem, não pensei duas vezes: avisei pro malandrão que era melhor ele contar antes de mim, porque eu ía contar. Deixei claro, falei com todas as letras. E ele me respondeu que eu seria uma otária, que nada aconteceria. Era uma certeza absoluta da impunidade.
Eu contei. Preparei a minha amiga com medo de que sofresse. Medi as palavras. E quando terminei a frase, ela me diz: "Mas o que que eu posso fazer? Brigar com ele? A gente vai até viajar na semana santa..."
E aquela palavra ecoou na minha mente: "Otária, otária,otária..." Não ela, mas eu!
Tudo bem, estou tranquila com minha consciência, fiz meu papel e tudo. Mas do que adianta? Será que minha amiga corna mansa está mais feliz sabendo disso?
Acho que a cega dessa história fui eu.
"Denuncie com moderação" é agora o meu lema.
* dar balão: enganar, fazer a namorada de trouxa, dizer que está em casa e ficar na esbórnia.
Eu já fui inúmeras vezes e nunca-jamais-never-and-ever (muita ênfase aí) me arrependi. Porém, aquele triste dia de "se arrependimento matasse..." chegou.
Serei objetiva: peguei o namorado de uma amigona dando o balão*. Estava ele lá, sim, animado e faceiro, numa buátchi do Rio de Janeiro. A mais famosa, aquela em que ninguém vai sem ser visto. E pior: ele é meu amigo. E pior ainda: ele é melhor amigo do meu ex.
Gente, eu sou corporativista. Para mim, a mulherada unida jamais será vencida. Se todas pensassem assim e denunciassem os balões, não tinha namorado mentiroso por aí. Só que eu me esqueci de que quase todas (ou todas?)as mulheres sabem os homens que têm; é aquela velha história de "o pior cego é aquele que não quer ver". Quem nunca quis ver era essa minha amiga e a trouxa aqui não percebeu.
Pois bem, não pensei duas vezes: avisei pro malandrão que era melhor ele contar antes de mim, porque eu ía contar. Deixei claro, falei com todas as letras. E ele me respondeu que eu seria uma otária, que nada aconteceria. Era uma certeza absoluta da impunidade.
Eu contei. Preparei a minha amiga com medo de que sofresse. Medi as palavras. E quando terminei a frase, ela me diz: "Mas o que que eu posso fazer? Brigar com ele? A gente vai até viajar na semana santa..."
E aquela palavra ecoou na minha mente: "Otária, otária,otária..." Não ela, mas eu!
Tudo bem, estou tranquila com minha consciência, fiz meu papel e tudo. Mas do que adianta? Será que minha amiga corna mansa está mais feliz sabendo disso?
Acho que a cega dessa história fui eu.
"Denuncie com moderação" é agora o meu lema.
* dar balão: enganar, fazer a namorada de trouxa, dizer que está em casa e ficar na esbórnia.
domingo, 16 de março de 2008
Falar o quê ?!
Imagine que está na seguinte situação: você encontra o cara da sua vida. Mas ele, obviamente, não é nada daquilo que esperava. Tem defeitos insuportáveis e qualidades deliciosas, daquelas nem você acreditava admirar. Ele te diverte, te entende e nem você imaginava o quanto são parecidos. Mas é uma relação conturbada, porque você não é muito normal da cabeça - e muito menos ele. Vocês morrem de ciúmes, são paranóicos, inventam historinhas loucas para justificar um telefonema não atendido. E são perigosamente vingativos. Mas se amam muito, e pior: dependem um do outro.
Os momentos sempre são muito intensos. Mas a cada briga louca você se lembra de um dia inesquecível. Essas brigas aumentam e os amigos começam a ficar tensos a cada vez que estão juntos. Até que ninguém mais leva vocês dois a sério, mesmo quando juram de pé junto que não querem nunca mais se encontrar. E os amigos estão certos, porque vocês se encontram. Sempre se encontram no final das contas, mesmo que demore. Até a próxima confusão.
Essas situações viram um ciclo muito vicioso. Você chora muito, ri muito, grita muito... E aí chega a certeza inevitável de que está no seu limite. Você muda sua vida, se afasta dos lugares e amigos em comum. Apaga fotos, lembranças e todos os telefones da agenda do celular - apesar de saber de todos de cor.
O tempo passa, você fica bem, segue a vida adiante. Quando já se acostumou com o novo rumo, você o reencontra, e ele pede mais uma chance. Te diz todo aquele bláblá que no fundo queria tanto ouvir. E fortemente, você diz que não, com o coração na mão. Tem até dor de barriga. Mas mantém a cabeça no lugar.
Passa mais um tempo, você sente um pouco de saudade, e, quando menos espera, lá está ele de novo na sua frente. Sem querer, num lugar que você jamais imaginaria. Aí, voê põe a culpa no destino e se entrega a uma recaída. É quando percebe que nada mudou, que continua chovendo no molhado.
Então, não tem jeito: você tira mais forças de não sei onde (sim, você é muito forte) e some de novo, se conformando mais uma vez de que não tem que ser. O ciclo se fechou e tem que aceitar isso. Você fica aliviada, com aquela sensação de "fiz tudo o que pude".
Eis que aí, depois de tudo isso, essa criatura ressurge das cinzas mais uma vez pedindo que pelo menos sejam amigos.
E a minha pergunta é: falar o que numa hora dessa?
Os momentos sempre são muito intensos. Mas a cada briga louca você se lembra de um dia inesquecível. Essas brigas aumentam e os amigos começam a ficar tensos a cada vez que estão juntos. Até que ninguém mais leva vocês dois a sério, mesmo quando juram de pé junto que não querem nunca mais se encontrar. E os amigos estão certos, porque vocês se encontram. Sempre se encontram no final das contas, mesmo que demore. Até a próxima confusão.
Essas situações viram um ciclo muito vicioso. Você chora muito, ri muito, grita muito... E aí chega a certeza inevitável de que está no seu limite. Você muda sua vida, se afasta dos lugares e amigos em comum. Apaga fotos, lembranças e todos os telefones da agenda do celular - apesar de saber de todos de cor.
O tempo passa, você fica bem, segue a vida adiante. Quando já se acostumou com o novo rumo, você o reencontra, e ele pede mais uma chance. Te diz todo aquele bláblá que no fundo queria tanto ouvir. E fortemente, você diz que não, com o coração na mão. Tem até dor de barriga. Mas mantém a cabeça no lugar.
Passa mais um tempo, você sente um pouco de saudade, e, quando menos espera, lá está ele de novo na sua frente. Sem querer, num lugar que você jamais imaginaria. Aí, voê põe a culpa no destino e se entrega a uma recaída. É quando percebe que nada mudou, que continua chovendo no molhado.
Então, não tem jeito: você tira mais forças de não sei onde (sim, você é muito forte) e some de novo, se conformando mais uma vez de que não tem que ser. O ciclo se fechou e tem que aceitar isso. Você fica aliviada, com aquela sensação de "fiz tudo o que pude".
Eis que aí, depois de tudo isso, essa criatura ressurge das cinzas mais uma vez pedindo que pelo menos sejam amigos.
E a minha pergunta é: falar o que numa hora dessa?
terça-feira, 11 de março de 2008
Momento Doril
Pois é, sumi, né!
Fiz aniversário, briguei com o falecido-ex em plena festa, minha gatinha linda morreu e voltei de férias encontrando a minha área extinta. Vamos combinar que, falando assim, dá pra pensar: positivo, negativo, negativo, negativo; tipo saldo muito abaixo de zero.
Mas o sumiço não foi por isso não; o ex que se dane e fui realocada em uma área bem legal assim que voltei. A parte da minha fiel companheira é que foi cruel, mas tudo bem. Sobrevivi.
O Doril que tomei se deve a um momento "mega-ultra-ploc" reflexivo pelo qual estou passando. Não sei se isso já aconteceu com vocês, mas comigo é a primeira vez. Sabe aquela vontade de ficar quietinha assistindo a um bom filme cult, daqueles que ninguém quer ver, ou lendo aquele livro de 458 páginas interessantérrimo? Sabe aquele pensamento tipo "será que posso confiar em alguém" ou "será que tenho amigos de verdade mesmo" ? Sabe isso tudo misturado e mais os dois celulares desligados por todo fim de semana? (sim, os dois)
Isso pode parecer normal para alguns. No entanto, a questão é que sou uma pessoa muito extrovertida, que até então se via rodeada de amigos nas melhores festas do momento, e que reservava apenas de 2ª a 5ª feira para seu lado intelectual - jamais um sábado à noite.
De repente, me vejo reavaliando minhas escolhas. Me pego no meio daquela gente toda sem confiar em 99% dela. Será que estariam ali na alegria e na tristeza? Na festa e na sessão cult?
A verdade é que fui radical, me isolei de quase todo mundo. Me trancafiei com meus pensamentos e muitas vezes sem pensamento algum, só por ficar sozinha mesmo. Coisa que nunca havia feito.
Nesse momento, me dou o direito de não ter opinião sobre nada e sobre ninguém. Quero encontrar certezas sobre mim mesmo. E, acreditem, meu saldo já está pra lá de mil!
[... apesar das saudades da minha gatinha...]
Fiz aniversário, briguei com o falecido-ex em plena festa, minha gatinha linda morreu e voltei de férias encontrando a minha área extinta. Vamos combinar que, falando assim, dá pra pensar: positivo, negativo, negativo, negativo; tipo saldo muito abaixo de zero.
Mas o sumiço não foi por isso não; o ex que se dane e fui realocada em uma área bem legal assim que voltei. A parte da minha fiel companheira é que foi cruel, mas tudo bem. Sobrevivi.
O Doril que tomei se deve a um momento "mega-ultra-ploc" reflexivo pelo qual estou passando. Não sei se isso já aconteceu com vocês, mas comigo é a primeira vez. Sabe aquela vontade de ficar quietinha assistindo a um bom filme cult, daqueles que ninguém quer ver, ou lendo aquele livro de 458 páginas interessantérrimo? Sabe aquele pensamento tipo "será que posso confiar em alguém" ou "será que tenho amigos de verdade mesmo" ? Sabe isso tudo misturado e mais os dois celulares desligados por todo fim de semana? (sim, os dois)
Isso pode parecer normal para alguns. No entanto, a questão é que sou uma pessoa muito extrovertida, que até então se via rodeada de amigos nas melhores festas do momento, e que reservava apenas de 2ª a 5ª feira para seu lado intelectual - jamais um sábado à noite.
De repente, me vejo reavaliando minhas escolhas. Me pego no meio daquela gente toda sem confiar em 99% dela. Será que estariam ali na alegria e na tristeza? Na festa e na sessão cult?
A verdade é que fui radical, me isolei de quase todo mundo. Me trancafiei com meus pensamentos e muitas vezes sem pensamento algum, só por ficar sozinha mesmo. Coisa que nunca havia feito.
Nesse momento, me dou o direito de não ter opinião sobre nada e sobre ninguém. Quero encontrar certezas sobre mim mesmo. E, acreditem, meu saldo já está pra lá de mil!
[... apesar das saudades da minha gatinha...]
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